Coleção No.7
Quando olhamos para o céu, existe uma distância entre o que aconteceu e o que ainda podemos ver. A luz que chega até nós atravessou o tempo, e o que parece presente pode ser o vestígio de algo que se deu muito antes. A memória também habita esse intervalo: entre o que passou e aquilo que, de alguma maneira, ainda nos alcança.
É desse encontro entre céu, tempo e memória que nascem Constelação e Órbita, inaugurando o percurso da Coleção No.7.
Na família Constelação, pontos separados por distâncias imensas parecem se aproximar e formar imagens que existem a partir do nosso olhar. Nas joias, pedras e linhas se conectam como esses pontos no céu, criando novas constelações. Já na família Órbita, círculos e trajetórias dão forma a peças inspiradas em corpos que se aproximam, se afastam e retornam. Seus cursos sugerem vínculos que se mantêm por perto, mesmo quando mudam de direção.
Entre encontros, retornos e passagens, a Coleção No.7 olha para o céu como um arquivo de memória: vestígios do que já esteve lá e que, mesmo distante no tempo, ainda encontram um modo de chegar até nós.